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DMLU remove pichações feitas na "missa de sete dias" do tatu-bola

Ativistas queriam mostrar indignação contra a suposta privatização de espaços públicos

Pichações no Largo Glênio Peres devem ser limpas com produtos químicos
Pichações no Largo Glênio Peres devem ser limpas com produtos químicos Foto : Samuel Vettori / Especial / CP
Servidores do DMLU começaram, na tarde desta segunda-feira, a remover as pichações feitas no Largo Glênio Peres, no Centro da Capital, durante a manifestação para celebrar a “missa de sete dias” do tatu-bola, símbolo da Copa do Mundo 2014, na quinta-feira da semana passada. O boneco inflável foi esvaziado durante um confronto entre manifestantes e a Brigada Militar (BM), no início do mês. Os ativistas queriam mostrar indignação contra a suposta privatização de espaços públicos, como o próprio Largo e o Auditório Araújo Viana, no Parque da Redenção. 

Os manifestantes que participaram do protesto são contrários às Parcerias Público Privados (PPPs). O modelo, negociado com a Coca-Cola, permitiu a instalação dos chafarizes do Glênio Peres. Uma avaliação, na manhã desta segunda-feira, constatou a necessidade da aplicação de um removedor químico vai para a retirada das manchas, carimbos e inscrições. No chão do largo há dizeres como: "espaço público!" e ainda "você toma Coca-Cola. Coca-Cola toma seu espaço".

Durante o protesto, o grupo também fixou faixas para mostrar a indignação com a BM em função do conflito do dia 4 de outubro, quando o boneco foi desinflado e manifestantes foram agredidos em uma ação "exagerada" da polícia, conforme o grupo. A Polícia Civil revelou que o boneco não chegou a ser danificado, apenas esvaziado. A Coca-Cola divulgou, na noite da última quinta-feira, que não pretende reinstalar o tatu-bola.

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