O executivo garantiu, em uma reunião na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, que 60% do cronograma de construção da rodovia já foram concluídos. Gomes ainda assegurou que todas as obrigações legais, com relação às remoções de famílias e a preservação do meio ambiente foram garantidas ao longo dos 22 quilômetros da obra, assim como as indenizações e outros procedimentos necessários à operação das empreiteiras.
O presidente da Comissão de Acompanhamento e Apoio à Copa do Mundo de 2014 no Legislativo, vereador Airto Ferronato (PSB), abriu a reunião expondo preocupação com o impacto ambiental e social das obras relacionadas à Rodovia do Parque. O parlamentar lembrou, ainda, que 600 famílias foram atingidas pela obra em uma área de preservação permanente do Delta do Jacuí.
Considerada umas das obras de infraestrutura rodoviária mais importantes do Sul do País, a BR 448 é orçada em R$ 824 milhões. A expectativa é de que a estrada absorva cerca de 40% do fluxo de veículos da BR 116. Os 22 quilômetros de extensão passarão por Sapucaia do Sul, Esteio, Canoas e Porto Alegre ligando a Freeway, a 116 e a ERS 118.
A Rodovia do Parque deve ter duas pistas: o primeiro segmento com duas faixas em cada pista e o segundo (a partir da interseção com a BR-386) com três faixas em cada pista. Conforme estudo feito na concepção do empreendimento, devem trafegar cerca de 37,5 mil veículos por dia pelo trecho.
Em abril, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, passou a buscar, em Brasília, a liberação de mais R$ 70 milhões para que o bairro Humaitá não se torne uma espécie de gargalo, com o fim da rodovia duplicada. Ele defende obras paralelas na zona Norte da Capital. A ideia é reforçar a FreeWay, a Voluntários da Pátria e a avenida Padre Leopoldo Brentano, além de duplicar a avenida A. J. Renner e alargar a Ernesto Neugebauer.