O problema logo notado era que os calçados não formavam pares e muita gente desistiu de levá-los. A arquiteta Elisa Schneider, 48 anos, afirmou que sempre acontecem “coisas estranhas” naquela esquina. “Um homem colocou as caixas e logo em seguida apareceram carroceiros. Eles abriram as caixas para ver o que tinha dentro e passaram a espalhar os calçados. As pessoas que passavam pararam para pegar sapatos”, relatou.
O porteiro Juliano Santos, 34 anos, conhece o comerciante que colocou os calçados fora. “Eram peças de mostruário e estavam incompletas. Não tinham mais utilidade”, comentou. Ele também garantiu que o comerciante vai doar pares completos para o Pão dos Pobres e o Instituto do Câncer Infantil.