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Doações a professora irão para festa de Natal em Viamão

Multa foi imposta pelo MP a Maria Denise Bandeira por obrigar aluno a pintar paredes pichadas

O dinheiro doado para o pagamento de uma multa imposta pelo Ministério Público à professora Maria Denise Bandeira, de Viamão, será revertido para a realização de uma festa de Natal para a Escola Estadual Barão de Lucena, onde Maria é professora e vice-diretora. As doações simbólicas foram feitas a partir de uma campanha iniciada pela Rádio Guaíba na semana passada e atingiram aproximadamente R$ 100 até esta manhã. Maria foi punida em meio salário mínimo por obrigar um aluno a pintar paredes pichadas em setembro. Um único ouvinte pagou o valor total da multa. A escola tem cerca de 1,7 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio.

Na quinta-feira, a Promotoria de Infância e Juventude ofereceu um acordo à professora para que o processo fosse arquivado. Se Maria Denise não pagasse multa de meio salário mínimo, uma ação criminal seria protocolada na Justiça de Viamão. O ouvinte da Rádio Guaíba, Adão Paulo Alves, ofereceu-se para pagar a multa integralmente e fez a entrega à professora ainda na sexta-feira. O dinheiro será depositado nesta semana na conta do Fundo Municipal da Criança e Adolescente.

Maria Denise Bandeira explica que, a partir de agora, a campanha é para ajudar o Natal das crianças da comunidade da Parada 42, em Viamão. “Depois, quero prestar as contas das doações e quem quiser continuar doando para o Natal das crianças, pode depositar qualquer quantia na Agência 965, do Banrisul, na Conta Corrente 060514660-6, do CPM Barão de Lucena”, explica a professora.

A festa de Natal é o fim da história iniciada em 8 de setembro, um dia depois de um mutirão de pintura feito na Escola Barão de Lucena. Um menino de 14 anos foi obrigado pela professora a pintar as paredes de oito salas de aula, após ser flagrado pichando uma delas com o apelido. Colegas do estudante gravaram as imagens e as dispuseram na Internet. Os pais do jovem ficaram indignados com a atitude da professora, que utilizou a expressão “bobo da corte” ao se referir ao aluno. A ação foi parar no MP.