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Doadores formam fila em frente ao Hemocentro em Porto Alegre

Dezenas de pessoas aguardavam desde cedo para prestar solidariedade e ajuda às vítimas de Santa Maria

Grande presença de voluntários foi um reflexo da intensa mobilização que ocorreu nas redes sociais
Grande presença de voluntários foi um reflexo da intensa mobilização que ocorreu nas redes sociais Foto : André Ávila
Ao abrir as portas, na manhã desta segunda-feira, os funcionários do Hemocentro do Estado, localizado na avenida Bento Gonçalves, 3722, em Porto Alegre, puderam presenciar um grande gesto de solidariedade. Dezenas de pessoas, de diversos lugares, aguardavam para fazer a doação de sangue. A grande presença de voluntários foi um reflexo da intensa mobilização que ocorreu nas redes sociais ao longo do domingo em função da tragédia em Santa Maria.

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Sem conhecidos ou parentes entre as vítimas, a biomédica e estudante de pós-graduação Aline Gonçalves, de 26 anos, chegou cedo ao local. “É um pequeno gesto de solidariedade. É o mínimo que podia fazer”, disse ela, enquanto esperava para ser chamada para a triagem. Ao lado dela, estava a colega Bruna Panizzutti, que relatou a comoção do dia anterior. “Acordei com as notícias. A tragédia estava em todo o lugar. Era impossível acreditar, ainda mais porque isso poderia ocorrer com qualquer um”, contou ela.

Com a tragédia, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) mobiliza a comunidade para a doação sangue nas próximas semanas. Segundo a diretora da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), Silvia Maria Spalding, o estoque existente foi o suficiente para atender às necessidades em função da tragédia. Mesmo assim, neste momento, pelo perfil das enfermidades das vítimas, é fundamental a doação de RH Negativo.

Silvia relatou que muitos profissionais que estavam de férias retornaram às atividades em solidariedade às vítimas e familiares. Além disso, para auxiliar no atendimento e na triagem, profissionais de outros setores, como técnicos e enfermeiros, foram removidos para o Hemocentro.

Integrante da equipe médica do Hemocentro, Marisa Martinelli Meruvia ressaltou a importância da doação de pele. Ela destacou que neste caso que envolve pacientes queimados o melhor tratamento é o transplante de pele. Os três bancos de pele em funcionamento do país, além do existente em Porto Alegre, e o do Uruguai se colocaram à disposição para auxiliar as vítimas do incêndio. “Ela serve como uma espécie de curativo e é fundamental para a recuperação do paciente”, explicou ela, lembrando que este tipo de doação é feita apenas quando a pessoa falece. “É um tipo de doação ainda não muito conhecido do público em geral, mas que é muito importante”, destacou.

O banco de sangue do Hospital de Clínicas de Porto Alegre também abriu com a presença de dezenas de voluntários. Mais de 200 pessoas procuraram o local no início da manhã para fazer doações. O Hospital de Viamão, do Instituto de Cardiologia, também está aceitando voluntários que queiram doar sangue para auxiliar no estoque do Hemocentro. O hospital está localizado na rua Isabel Bastos, 137, em Viamão.

Para doar sangue é necessário apresentar boas condições de saúde, portar documento oficial de identidade com foto e idade entre 16 e 68 anos incompletos. Menores de 18 anos precisam de autorização de pais ou responsáveis legais.

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