Até dezembro, os moradores tinham o fornecimento alterado das 7h às 15h. Com o retorno das precipitações, no início do mês, passaram a enfrentar falta de água das 9h às 14h. A partir desta quarta, o corte do abastecimento passa a ser maior - das 7h às 17h. A cidade segue sendo dividida em cinco regiões e, num esquema de rodízio, cada uma delas fica um dia desabastecida durante as dez horas de racionamento.
Na reunião, também foi determinado que o município vai encaminhar ao Departamento Estadual de Recursos Hídricos, ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos e ao Comitê de Bacia do Rio dos Sinos (Comitesinos) três recursos administrativos pedindo a suspensão imediata da captação de água do Rio dos Sinos por parte dos arrozeiros.
Conforme o diretor-executivo do Consórcio Pró-Sinos, Júlio Dornelles, parte dos agricultores que planta na região está desrespeitando a regra que prioriza o consumo humano. Dornelles suspeita que a captação ilegal vem ocorrendo durante a madrugada para evitar flagrantes. O diretor-executivo também prometeu levar ao Ministério Público e ao governador Tarso Genro. “Os arrozeiros desrespeitam a norma de captação de água para as lavouras, aproveitando para retirar a água durante a madrugada, quando a fiscalização é inexistente”, finalizou Dornelles.
Uma resolução do Comitesinos só permite que os arrozeiros liguem as bombas de captação quando o nível do rio for de 60 cm na bomba do Semae, em São Leopoldo, 70 centímetros na da Comusa, em Novo Hamburgo, e de 80 centímetros na da Corsan, em Campo Bom. Em Novo Hamburgo, que voltou a adotar o racionamento nesse final de semana, a captação está suspensa devido ao nível crítico do rio, com apenas 42 centímetros na régua da Comusa.