De acordo com a mulher, os frequentadores do bar teriam vaiado os policiais, pedindo que prendessem o jovem ao invés de espancá-lo, o que teria levado os PMs a agredir cinco clientes e a proprietária do estabelecimento. “ Eu tentei dizer para o policial que eu era dona do bar e que todos ali eram meus clientes, mas o brigadiano começou a me dar socos no peito e os outros policiais começaram a tirar as pessoas do bar. Então eles fecharam a porta e a gente não viu mais nada, só conseguia gritar que era abuso de poder, mas alguns dos meus clientes ficaram do lado de fora e depois, por telefone, me relataram que apanharam a 'cacetadas' dos brigadianos por cerca de 50 metros", contou a mulher.
"Eles (PMs) estão batendo e prendendo pessoas que não têm nada a ver com a situação, pessoas que nem estavam na manifestação", alegou. Segundo a dona do bar, os policiais não estavam identificados e não aceitaram nenhum diálogo. “Quando tu perguntas, conversas, parece que fica pior, que eles ficam com mais raiva ainda. Não pode olhar para a cara deles", disse. "A polícia está sendo mais vândala do que os próprios vândalos. Quanto mais agressão os policiais fizerem, mais agressão vai acontecer, mais coisa ruim vai acontecer", desabafou.
A mulher disse que, apesar da indignação, tem medo de buscar meios legais de denuciar a ação dos policiais por temer represálias. Além disso, ela já decidiu que não abrirá mais o bar em dias de protesto, especialmente por medo da polícia. Segundo a assessoria de imprensa da Brigada Militar, para ser apurada a denúncia precisa ser registrada formalmentepor meio da Ouvidoria de Segurança Pública do Estado ou da própria instituição.