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Dona de bar denuncia agressão de PMs durante protesto em Porto Alegre

Mulher contou que clientes foram agredidos após vaiarem ação da polícia

Amedrontada, a dona de um bar no bairro Cidade Baixa relatou as cenas de violência que presenciou na noite dessa quinta-feira enquanto ocorria protesto em Porto Alegre. Segundo a mulher, que preferiu não se identificar, um grupo de jornalistas foi agredido por um jovem em frente ao seu estabelecimento por volta das 21h30min. Policiais militares (PMs) que estavam nas proximidades interviram, mas, em vez de deter o agressor, passaram a bater nele. A ação revoltou propretária e clientes da casa noturna, que também se tornaram alvo dos PMs. 

De acordo com a mulher, os frequentadores do bar teriam vaiado os policiais, pedindo que prendessem o jovem ao invés de espancá-lo, o que teria levado os PMs a agredir cinco clientes e a proprietária do estabelecimento. “ Eu tentei dizer para o policial que eu era dona do bar e que todos ali eram meus clientes, mas o brigadiano começou a me dar socos no peito e os outros policiais começaram a tirar as pessoas do bar. Então eles fecharam a porta e a gente não viu mais nada, só conseguia gritar que era abuso de poder, mas alguns dos meus clientes ficaram do lado de fora e depois, por telefone, me relataram que apanharam a 'cacetadas' dos brigadianos por cerca de 50 metros", contou a mulher.

"Eles (PMs) estão batendo e prendendo pessoas que não têm nada a ver com a situação, pessoas que nem estavam na manifestação", alegou. Segundo a dona do bar, os policiais não estavam identificados e não aceitaram nenhum diálogo. “Quando tu perguntas, conversas, parece que fica pior, que eles ficam com mais raiva ainda. Não pode olhar para a cara deles", disse. "A polícia está sendo mais vândala do que os próprios vândalos. Quanto mais agressão os policiais fizerem, mais agressão vai acontecer, mais coisa ruim vai acontecer", desabafou.

A mulher disse que, apesar da indignação, tem medo de buscar meios legais de denuciar a ação dos policiais por temer represálias. Além disso, ela já decidiu que não abrirá mais o bar em dias de protesto, especialmente por medo da polícia. Segundo a assessoria de imprensa da Brigada Militar, para ser apurada a denúncia precisa ser registrada formalmentepor meio da Ouvidoria de Segurança Pública do Estado ou da própria instituição.

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