Já nas operações de decolagem, mais de 30 voos atrasaram. Um voo da Gol, por exemplo, que deveria ter partido às 8h25min com destino a São Paulo, só deixou Porto Alegre às 12h30min. Entre os muitos prejudicados estava o vice-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, que deveria ter seguido com destino à capital baiana às 7h10min em um voo, com escalas, operado pela Azul. “Fico me perguntando até quando vamos aceitar tanta incompetência sem uma cobrança daqueles que detêm a obrigação de administrar e dar condições de estrutura”, comentou.
Segundo ele, é inadmissível que o Salgado Filho ainda não seja equipado com o sistema de aproximação denominado de o Instrument Landing System - Categoria 2 (ILS 2), que facilitaria as operações em dias de neblina. “Estão brincando com os consumidores e com os contribuintes. Só posso atribuir a inexistência do ILS 2 a uma total incompetência administrativa e gerencial da Infraero”, vociferou.
Lamachia, que deveria estar em Salvador (BA) no final da manhã para deflagrar a Campanha Nacional pela Dignidade dos Honorários, não descarta a possibilidade de a OAB vir a adotar alguma medida contra a Infraero. “Já intercedemos no caos da telefonia e, pelo visto, teremos que agir nos aeroportos”, advertiu. Lamachia ressaltou que os dois terminais do Salgado Filho ficam “pequenos” para abrigar as “vítimas” do apagão aéreo temporária. “Não tem lugar para sentar, restaurantes lotadas e fila para usar o vaso sanitário”, exemplificou.
O equipamento permite pousos e decolagens sob baixa visibilidade, deve estar instalado em setembro, mas só deverá ser homologado em dezembro. No ano passado, a estatal prometera a operação do ILS 2 para abril, o que não ocorreu. A expectativa é que esteja operando para a Copa. O nevoeiro também afetou a visibilidade nas rodovias. No começo da manhã, a Concepa, informou que a situação era complicada nos trechos de Eldorado do Sul, Glorinha, Gravataí e Porto Alegre da BR 290.