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Duas represas vazam e ameaçam 12 cidades em São Paulo

Defesa Civil já registrou 64 mortes devido às chuvas

Duas das quatro represas do sistema de produção de água Cantareira, o maior da região metropolitana de São Paulo, Atibainha e Jaguari, transbordaram na terça-feira por causa do excesso de chuvas. As inundações podem, agora, atingir cerca de 12 municípios, onde vivem 800 mil pessoas. A situação não acontecia desde 1999.

As prefeituras estimam que pelo menos 6 mil moradores de comunidades ribeirinhas possam ser diretamente afetados pelos alagamentos. Além das oito cidades por onde se dividem as represas (Bragança Paulista, Caieiras, Franco da Rocha, Joanópolis, Nazaré Paulista, Mairiporã, Piracaia e Vargem), também podem sofrer com o excesso das águas Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Capivari e Itatiba.

O excesso de água começou a extravasar pelos vertedouros (aparelhos que medem a vazão da água) e por isso não há como prever o volume que será despejado nas áreas do entorno. O superintendente de produção da Sabesp, Hélio Castro, diz que, se chove muito, passa muita água e, se chove pouco, passa pouca água. Segundo ele, não dá para prever qual será o impacto porque não se sabe o quanto de água vai passar pelo vertedouro.

A Sabesp enviou um alerta na última terça-feira para os municípios. Para tentar reduzir a elevação do nível da Atibainha, que libera 18 mil litros de água por segundo, a empresa está bombeando água para o reservatório Paiva Castro, em Mairiporã.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo já registrou 64 mortes desde o início da Operação Verão deste ano. A última pessoa que morreu foi uma mulher de 45 anos, arrastada pela enxurrada em Campinas.

As informações são do R7.