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Duplicação da avenida Tronco deve ser concluída em 24 meses

Projeto prevê ciclovia, 16 estações de ônibus, tratamento paisagístico e reassentamento de 1,4 mil famílias

Valor contratado atual da estrutura é de R$ 123,3 milhões
Valor contratado atual da estrutura é de R$ 123,3 milhões Foto : Guilherme Testa
Com pouco mais de 30% dos trabalhos concluídos, os moradores da avenida Tronco, na zona Sul da Capital, estão esperançosos de que desta vez as obras de duplicação da via não serão paralisadas e que a estrutura será concluída no prazo de 24 meses, conforme anúncio feito pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior, em junho, quando da retomada dos serviços. O valor contratado atual da estrutura é de R$ 123,3 milhões, e, conforme a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim), faltam ainda ser executados do contrato cerca de R$ 83 milhões. Segundo a Smim, nos próximos dias serão divulgados um novo cronograma e informações sobre a Tronco e as demais obras de mobilidade.

A dona de casa Lourdes Severo, moradora da avenida Tronco, observava a movimentação das máquinas no canteiro de obras. Ela disse que espera que a construção não pare mais. “Estamos torcendo que o trabalho tenha prosseguimento e que antes da próxima Copa do Mundo a duplicação da avenida esteja pronta”, ressaltou. Ela alertou ainda que os buracos abertos na via prejudicam os idosos e cadeirantes que precisam utilizar o posto de saúde da Vila Cruzeiro.

A duplicação da avenida Tronco, que abrange os bairros Teresópolis, Cristal e a Vila Cruzeiro, tem extensão de 6,2 quilômetros. O projeto prevê a implantação de ciclovia, instalação de 16 estações de ônibus no corredor (oito por sentido), tratamento paisagístico e reassentamento de 1,4 mil famílias. A obra começou em maio de 2012 e deveria estar pronta para a Copa do Mundo de 2014. Os trabalhos na Tronco estavam paralisados desde 2016.



A retomada da construção no mês de junho passado foi possível em razão das negociações entre a Prefeitura de Porto Alegre e a Caixa Econômica Federal para remanejar cerca de R$ 15 milhões de recursos do financiamento das contrapartidas do Programa de Aceleração do Crescimento (BNDES/CPAC) para o pagamento de bônus-moradia a aproximadamente 195 famílias na avenida, liberando o canteiro de obras. Na época, durante discurso, Marchezan pediu a garantia dos secretários de que a obra será entregue em no máximo 24 meses.