Acabou um fenômeno histórico; o eclipse total do sol não é mais visível em Charleston, Carolina do Sul, sua última etapa antes de desaparecer do continente americano.
O eclipse total, o primeiro a cruzar os Estados Unidos de costa a costa em 99 anos, terminou sua passagem às 14h48min locais (15h 48min de Brasília) desta segunda-feira. A lua tinha começado a tapar o sol no Oregon, Oeste do país, às 14h16min de Brasília.
O eclipse total do sol que ocorre quando as órbitas do sol e da lua se cruzam e o satélite passa entre o sol e a Terra. Quando a lua cobre o sol, bloqueia os raios solares e faz uma sombra na Terra. Desta vez, a faixa de totalidade do fenômeno, ou seja, a faixa de terra que ficou na penumbra, cruza os Estados Unidos. Foram 2 minutos e 40 segundo de completa escuridão para quem estiver entre Salem, no Oregon, e a cidade de Charleston, na Carolina do Sul.
Observadores que estiveram fora dessa região, a 3 mil quilômetros acima ou abaixo dessa faixa, puderam observar um eclipse solar parcial, em que a lua cobre parte do disco do Sol. No Brasil, os moradores das regiões Norte e Nordeste puderam avistar o fenômeno.
Observadores do céu ficaram fascinados ao longo de todo os Estados Unidos, nesta segunda-feira, enquanto o Sol se escondia atrás da Lua em um raro eclipse total que pôde ser visto de costa a costa do país pela primeira vez em quase um século.
"Perseguidores de eclipses" e observadores amadores se reuniram em diversas cidades ao longo do trajeto em que a totalidade do eclipse podia ser observado, uma faixa de 113 quilômetros de largura, passando por 14 estados americanos, onde a Lua bloqueou brevemente toda a luz do Sol.
Festivais, festas em terraços, casamentos, acampamentos e encontros de astrônomos foram organizados para o que a Nasa esperava ser o eclipse mais bem fotografado e documentado dos tempos modernos, graças à era das redes sociais.
No interior, mais de 100 mil pessoas se reuniram em Madras, no Oregon, cidade de 7.000 habitantes, onde os especialistas descreveram as perfeitas condições de observação. "Esse é um acontecimento que só se vê uma vez na vida", declarou Chad Briggs, de 42 anos. "Precisamos começar a comer salada e ser saudáveis se quisermos ver o próximo eclipse!".
Muitas pessoas caminharam até o local para evitar os engarrafamentos. Alguns observadores prepararam o próprios equipamentos para conseguir ver melhor.
No México, onde foi possível observar um eclipse parcial, astrônomos equiparam telescópios com lentes com filtro solar em parques e praças de várias cidades.
"Deixem os smartphones de lado e vivam esta experiência psicológica e fisicamente emocionante ao invés de aproveitá-la pela tela do celular", recomendou o famoso astrofísico americano Neil DeGrasse Tyson.
Em Washington DC, capital do país, o presidente Donald Trump observou o eclipse parcial - podia-se ver 81% do fenômeno - da Casa Branca ao lado de sua esposa, Melania, e de seu filho, Barron. Em determinado momento, o presidente olhou para o céu sem os óculos de proteção - o que não é aconselhável, segundo os especialistas.
"Os danos realmente podem ser permanentes e bem no centro da visão", declarou Vincent Jerome Giovinazzo, diretor de Oftalmologia do hospital Northwell Health, da Universidade de Staten Island.
Eclipse total do sol escurece os EUA de costa a costa
Foram dois minutos e 40 segundos de completa escuridão