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Efeito das queimadas gera alerta na Fronteira-Noroeste

Desde a última semana, a procura por unidades de saúde cresceu 25% devido a problemas respiratórios

Efeito das queimadas gera alerta na Fronteira-Noroeste
Efeito das queimadas gera alerta na Fronteira-Noroeste Foto : Felipe Dornelles / Especial / CP
Unidades de saúde dos municípios da Fronteira-Noroeste do Estado estão em alerta devido aos altos índices de materiais particulados na atmosfera, emitidos por queimadas na Argentina, Paraguai e demais regiões do Brasil. Boletim da Vigilância em Saúde Relacionada à Qualidade do Ar (Vigiar), divulgado ontem pela Secretaria Estadual da Saúde, revela que dez municípios da região apresentaram qualidade do ar péssima na segunda-feira.

Desde a semana passada, a região convive com um ar seco, e uma espécie de nuvens de fumaça causa um cenário estranho na região. Mas na segunda-feira os índices de poluição registrados foram os mais elevados do ano. A situação se agrava devido à falta de chuva há 16 dias na região. Segundo boletim da Vigiar, as queimadas teriam elevado a quantidade de material particulado na atmosfera.

Quando o índice dessas substâncias passa de 50, o ar já é considerado prejudicial à saúde. A Vigiar classifica como regular a atmosfera que apresentar índice de material particulado de 51 a 100; inadequado, de 101 a 199; ruim de 200 a 299; e péssimo acima de 299.

A situação da qualidade do ar é mais crítica em Alecrim e Porto Vera Cruz, na fronteira com a Argentina, com índice de 580. Em Novo Machado, Porto Mauá, Tucunduva e Tuparendi, a taxa chega a 550. Em Campina das Missões, Cândido Godói, Santo Cristo e Três de Maio, é de 375, e em Santa Rosa, de 345.

Os demais municípios da Fronteira-Noroeste apresentaram qualidade do ar ruim e inadequada. Cidades das regiões Celeiro e Missões também tiveram a situação da atmosfera considerada péssima na segunda-feira.

A qualidade do ar dos municípios nessa terça-feira deve ser analisada nesta quarta-feira pela Vigiar. As queimadas e a quantidade desses componentes são detectadas por imagens de satélite. Um mapa mostra o local das queimadas e o material concentrado no ar.

Nesses casos, a população pode apresentar sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. Crianças, idosos e aqueles com doenças respiratórias e cardíacas podem ter efeitos mais sérios. O fenômeno ocorre por meio das queimadas e depende da intensidade desta e direção do vento.

A 14ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), com sede em Santa Rosa, emitiu documento às Secretarias de Saúde de 21 municípios, para que casos de sintomas de doenças respiratórias tenham atenção especial. Segundo a Fundação Municipal de Saúde, desde a última semana, a procura por unidades de saúde cresceu 25% devido a problemas respiratórios.

Em julho, 12 cidades da região apresentaram índices de material particulado, com qualidade do ar considerada ruim. A orientação da 14ª CRS, nesses casos, é ingerir, no mínimo, 2 litros de água por dia, evitar exercícios físicos e higienizar as vias aéreas superiores.