Ao todo, existem 16 urnas distribuídas pela cidade, sendo duas na sede, localizada na rua Venâncio Aires, duas na Carris e o restante entre as empresas de transporte coletivo da cidade. Nas garagens, a votação ocorre das 4h às 18h. Na sede do sindicato, das 8h às 20h. A apuração está marcada para esta quarta-feira, no Ginásio da Brigada Militar. A contagem dos votos deverá começar por volta das 21h.
Polêmica entre as chapas concorrentes
A eleição é marcada por polêmica entre as duas chapas concorrentes. O primeiro impasse envolveu a data de realização do pleito, inicialmente agendado para abril. Posteriormente, um acordo entre os concorrentes possibilitou o adiamento. Quando tudo parecia tranquilo para a realização do processo eleitoral, um mandado de destituição do cargo foi expedido na semana passada pela juíza do Trabalho Sonia Maria Pozzer, da 1ª Vara do Trabalho de Porto Alegre. A decisão impede que o atual presidente e candidato à reeleição, Itibiribá Acosta, e dois integrantes, Luis Fernando Mello Araújo e Eliane D’Ávila, concorram. A medida ainda tornou os três inelegíveis por um período de oito anos.
De acordo com o atual vice-presidente e coordenador do processo eleitoral, Gerson Assis, a decisão não deverá prejudicar a eleição, que transcorre sem problemas. Ele afirmou que o atual presidente está percorrendo os locais de votação, dando prosseguimento à campanha de reeleição.
Para o candidato da chapa 2, que representa a oposição, Luis Afonso Martins, a situação complica e desvaloriza a imagem da entidade. Ele lembrou que o processo contra o atual presidente e os dois integrantes da chapa está relacionado a supostas irregularidades e fraudes. “Na prática, esta eleição não poderia estar ocorrendo. O sindicato está indo contra a Justiça”, afirmou Martins, ressaltando que a intenção é requerer judicialmente a anulação do pleito.