Simpatizantes da presidente afastada Dilma Rousseff estiveram no sábado na frente do prédio onde ela mora no bairro Tristeza, em Porto Alegre. Eles permaneceram algum tempo no local na expectativa de vê-la. Nesta manhã, por exemplo, o gestor em recursos humanos William Rodrigues, 26 anos, viajou de Tramandaí para a Capital. Enrolado em uma bandeira do PT, ele explicou que não importava o fato de estar sozinho na calçada. “Ela não precisa saber que estou aqui. Temos que estar vigilantes e presentes em qualquer lugar”, afirmou. O jovem acrescentou ainda que “em cada canto do país, onde tenha uma ou milhares de pessoas, a voz é uma só: é defender a democracia”. Na sua opinião, a juventude não pode permitir um retrocesso. “Eu vim aqui por decisão minha e própria. As boas energias vou estar passando para ela”, concluiu.
Depois, a professora de História aposentada Jussara Duzzo, 64 anos, moradora da avenida Campos Velho, também apareceu em frente ao prédio. Ela disse que é importante neste momento estar perto da presidente afastada Dilma Rousseff mesmo que ambas não se encontrem. “Vou fazer um plantãozinho”, assegurou, acrescentando que tem muito medo do futuro do país com o novo governo. “Por tudo que estamos vendo agora, parece que o retrocesso está acontecendo. Eu vi esse filme em 1964”, lamentou.
Ao amanhecer de sábado, a presidente afastada Dilma Rousseff passeou de bicicleta por 45 minutos pela orla do Guaíba, no bairro Cristal. Ela estava acompanhada de seguranças. A chegada na Capital ocorreu na noite de sexta-feira passada com o objetivo de descansar em seu apartamento e também encontrar-se com a filha e os netos. A bordo de um jato Legacy, da Força Aérea Brasileira, ela desembarcou na Base Aérea de Canoas. Nas próximas semanas, Dilma Rousseff planeja viajar pelo país e exterior com o intuito de denunciar o processo de impeachment que a afastou por até 180 dias e obter apoios.
Em apoio a Dilma, simpatizantes se reúnem em frente a prédio em Porto Alegre
Residência da presidente afastada virou local de visitação