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Em assembleia, Cpers decide por continuidade da greve

Professores protestam em frente ao Palácio Piratini

Uma assembleia realizada por representantes dos núcleos do Cpers/Sindicato decidiu, na tarde desta quinta-feira, pela continuidade da greve dos professores. Com isso, a paralisação prossegue até pelo menos até a semana que vem. Aos gritos de “responde, responde”, os servidores acampados em frente ao Palácio do Piratini tentavam chamar a atenção do governo do Estado para um diálogo a respeito do impasse.

Segundo a presidente do Cpers, Rejane Oliveira, nem o governador Tarso Genro nem o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, se disponibilizaram a discutir. “Até agora o governo sequer disse se vai responder, o mesmo governo que passou a semana dizendo que queria diálogo”, protestou. Rejane alega que o Palácio Piratini é o responsável pela eclosão da greve a menos de um mês do fim do ano letivo. “Ou eles negociam ou serão responsabilizados pela sociedade.”

Governo explica por que não há reunião

O governo do Estado esclareceu que não se reunirá com os sindicalistas nesta tarde porque o comando de greve não está completo no local. Além disso, a alegação é de que o sindicato foi responsável pelo rompimento do diálogo ao instaurar a greve. O Palácio do Piratini está isolado por policiais militares.

Além do pagamento integral do piso nacional do magistério, os professores exigem que o governo desista de implantar as reformas no processo de avaliação escolar e nos currículos dos ensinos Médio e Profissionalizante. Segundo o governo do Estado, menos de 3 mil dos 55 mil professores da ativa estão de braços cruzados – cerca de 5% do total.

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