Agora a reitoria da universidade será comunicada sobre a decisão, para que defina um novo calendário acadêmico. Os conceitos do primeiro semestre, retidos com o início da paralisação, em 13 de julho, serão publicados. As aulas do segundo semestre começariam hoje, mas as matrículas não puderam ser feitas. A alteração no calendário acadêmico deve fazer com que as aulas se estendam até o começo de 2013, conforme a instituição.
A medida pode afetar ainda as formaturas do segundo semestre deste ano. Em plebiscito feito pela Adufrgs e encerrado na quarta-feira passada, com a participação de 1.367 professores, 80,25% (1.097) se mostraram favoráveis à aceitação da oferta. Sobre a paralisação, 79,81% (1.091) disseram desejar o fim imediato. O sindicato, que possui maior representatividade na Ufrgs, é ligado à Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que aceitou a proposta com o governo federal e assinou o acordo na sexta-feira.
Já professores da Ufrgs ligados ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), que agrega a maior parte das universidades em greve no País, aprovou a continuidade da paralisação na sexta-feira. A assembleia teve participação de 119 docentes.
O Proifes alegou que a nova proposta feita pelo governo contempla as exigências da federação. Pela oferta, o índice mínimo de reajuste salarial passa para 25%, concedido em parcelas entre março de 2013 e 2015. Para os cargos mais altos, a oferta se mantém, com reajuste de 40% para professores titulares com doutorado e dedicação exclusiva. Assim, o salário passa de R$ 12,2 mil para R$ 17 mil. Os níveis de carreira também serão reduzidos de 17 para 13, conforme exigência dos professores.
No caso dos institutos federais, os docentes serão valorizados através de certificações de conhecimento tecnológico. A greve que já dura 81 dias atinge 57 das 59 universidades federais do País, além dos institutos tecnológicos. No Rio Grande do Sul, além das instituições da Capital, o movimento paralisa as atividades nas universidades federais de Santa Maria (UFSM), do Rio Grande (Furg), de Pelotas (Ufpel) e do Pampa (Unipampa), com professores filiados ao Andes.