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Em busca de pescado fresco, gaúchos lotam Feira do Peixe

Consumidores encararam sol e oscilação no último dia do evento na Capital

Muita gente preferiu comer tainha assada no Mercado Públuco
Muita gente preferiu comer tainha assada no Mercado Públuco Foto : Bruno Alencastro
Na busca pelo peixe, prato principal da mesa de muitas famílias nesta Sexta-Feira Santa, muitos gaúchos deixaram as compras do pescado para última hora e movimentaram o último dia da 232º Feira do Peixe, em Porto Alegre.

Aqueles que não pesquisaram e deixaram para procurar o produto em cima da hora não tiveram outra opção se não se contentar com preços mais caros. “Não tive tempo de vir antes. Agora é aceitar o valor que eles estipulam, que pelo que percebi oscilam bastante”, constatou o administrador Sandro Marques, de 32 anos.

No entanto, teve quem se organizou e visitou com o antecedência o espaço no Largo Glênio Peres. Desde terça-feira, pelo menos 300 mil pessoas visitaram as 65 bancas – 56 de pescadores, quatro institucionais e cinco de alimentação – para garantir o tradicional peixe da sexta-feira. Segundo a coordenação da feira, a meta é atingir 270 toneladas esse ano, 30 a mais do que em 2011. “Só teremos a estimativa oficial na segunda-feira, mas tudo indica que alcançamos mais uma vez um bom público e uma ótima comercialização. Sobre os preços dos peixes, de fato, eles variam muito”, disse o engenheiro agrônomo Cláudio Roberto Nilson, um dos organizadores da estrutura

Tainha e Merluza foram os peixes mais procurados. Porém, uma fila extensa denunciava um outro perfil de consumidor. “Vim comprar a tainha assada na vara, pronta para comer em casa. Hoje é feriado, não é preciso cozinhar”, disse Nilson Silveira, de 74 anos, que enfrentou o sol forte para garantir o almoço.

Almoço na feira

Muita gente preferiu garantir o almoço na Feira | Foto: Bruno AlencastroJunto às bancas do Mercado Público, ao lado da feira, várias famílias aproveitavam para comer o peixe. Sem se preocupar com o relógio, a família Santos saboreava uma salada com um apetitoso filé. “Não é sempre que a gente pode se dar a esse luxo, mas hoje é um dia especial. Além disso, o valor cobrado está acessível”, comentou Valéria do Santos, de 36 anos.

Para garantir uma boa compra na Feira do Peixe, o Programa Estadual de Defesa do Consumidor (Procon) instalou balanças no Mercado Público para que consumidor pudesse verificar se o peso do peixe anunciado pelo feirante corresponde ao adquirido pelo consumidor. A Vigilância Sanitária fiscaliza a Feira do Peixe com seis técnicos e 11 fiscais para garantir o acondicionamento do peixe e a higiene pessoal dos vendedores.

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