A noite chegou mais cedo ao Centro Histórico. Quando bateu as 18h, os lojistas começaram a operação de cerrar as cortinas metálicas. Sem o policiamento, que até aquele momento era feito pelos cadetes da Academia de Polícia Militar, o povo retomou o rumo de suas casas e o comércio preferiu se proteger como pôde. Quase não se via pessoas transitando pelas ruas, quando normalmente ainda se nota muita movimentação e o comércio ativo.
Até o Shopping Rua da Praia, que normalmente funciona até as 22h, encerrou suas atividades às 19h. Nem lancherias, nem supermercado, apenas as farmácias estavam abertas no início da noite na Rua dos Andradas, na avenida Borges de Medeiros, na rua Doutor Flores e demais vias centrais.
De acordo com o Sindilojas, os comerciantes mantêm serviço de proteção privada em 84% dos estabelecimentos. Isso garantiu que os estabelecimentos funcionassem até as 18h sem registros de roubos, assaltos ou tumultos. Apesar disso, os comerciantes tiveram 69% de redução nas vendas normais para uma segunda-feira, ocasionando uma queda de 46% em média.
Os bares da Rua dos Andradas, no entanto, mantiveram as portas abertas até mais tarde. Por trabalharem com alimentação e bebidas, os comerciantes estão acostumados a funcionarem sem a supervisão efetiva e ininterrupta da Brigada.
Em dia de paralisações, Centro Histórico fecha mais cedo
Poucas pessoas transitavam nas ruas, quando normalmente há muita movimentação