O promotor de vendas Rodrigo Tomazini, 20 anos, foi um dos que se surpreendeu com o tempo. Ele foi trabalhar usando casaco de capuz e acabou passando calor. A estudante de psicologia Biana Vasconcellos Lauda, 21 anos, no entanto, saiu de casa para pedalar com roupas de verão. De manga curta, ela sentou na grama da orla do Guaíba para comer bergamotas e estudar.
Na Usina do Gasômetro, quem gosta de se exercitar comemorou as altas temperaturas. A designer Simone Fernandes, 36 anos, que costuma caminhar no local, só se arrependeu de não ter colocado uma bermuda para se bronzear.
Os donos de bancas que comercializam bebida e comida na área também comemoraram a chegada do calor. O proprietário de uma delas Elemar Gianechini, que atua há 14 anos no local, disse que o faturamento com a venda de água, sucos, refrigerantes e água de coco chega a dobrar em dias como o de hoje.
Se alongando no calçadão da Usina do Gasômetro, a designer Christie Meditsch, 27 anos, disse que o calor desta terça-feira está parecido com o que faz no verão, que dificulta a realização de atividades físicas. “Mas pelo menos não está fazendo aquele vento”, comemorou.
Previsão
O calorão, contudo, está longe de sentenciar o fim do inverno e é comum nesta época do ano, segundo a MetSul. Após dois dias de muita instabilidade, na quinta e na sexta, quando há risco de chuva forte e temporais, o Estado e o Sul do Brasil vão ser alcançados por intensa massa de ar polar, uma das mais fortes da história recente no mês de agosto. Marcas negativas e perto de 0ºC são esperadas na maioria das regiões gaúchas no fim de semana e até a possibilidade de neve não pode ser descartada.
Prova de que o inverno está longe de acabar no Hemisfério Sul é que a Nova Zelândia passa, neste começo de semana, por uma onda de frio histórica. Nevou no centro de Auckland pela primeira vez desde 1939 (havia nevado no aeroporto em 1976) e a máxima de 8,2ºC foi a menor até hoje registrada na cidade.