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Em greve há nove dias, professores de NH protestam na BR 116

Grupo reivindica reajuste integral as categorias

Segundo a PRF, cerca de 500 pessoas participaram do ato, mas fluxo não foi interrompido
Segundo a PRF, cerca de 500 pessoas participaram do ato, mas fluxo não foi interrompido Foto : Stephany Sander / Especial / CP
*Com informações da repórter Stephany Sander e Bibiana Borba

Os servidores municipais de Novo Hamburgo e professores em greve fizeram caminhada na manhã desta quinta-feira pela BR 116, no Vale dos Sinos. Os docentes estão parados desde a quarta-feira passada, dia 29 de abril, e os servidores desde segunda-feira. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, que acompanhou a manifestação, cerca de 500 pessoas participaram do ato, mas o fluxo não foi interrompido.

O grupo reivindica o reajuste integral dos salários. A Prefeitura propõe que o reajuste seja pago em duas parcelas: a primeira, de 5%, retroativa à folha de abril, e a segunda, de 3,41%, apenas a partir de novembro. O presidente do sindicato dos servidores, Wandelci Dornelles, afirma que a proposta da prefeitura é ilegal e lembra que trabalhadores ainda pedem o pagamento integral de 8,41% do valor. O projeto foi enviado à Câmara de Vereadores, mas ainda não entrou na pauta de votação.

Os docentes também são contra a municipalização das escolas integrais, já que alegam que faltam recursos para os profissionais e estrutura dos colégios que já estão sob responsabilidade do município. Outros servidores de Novo Hamburgo, como funcionários da Companhia Municipal de Saneamento (Comusa) e de setores de obras e informática, também estão parados.

Segundo o Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindiProfNH), 81 das 85 escolas municipais suspenderam as aulas.