Em assembleias realizadas na noite dessa terça-feira, os trabalhadores decidiram paralisar as atividades em todo o País. No Rio Grande do Sul, eles rejeitaram a proposta de reposição salarial de 6,87% oferecida pela estatal.
De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos (ECT) do Rio Grande do Sul (Sintect), Vicente Guindani, a categoria quer a reposição da inflação, de 7,16%, e mais 24% de reajuste, referente a perdas anteriores. Com a confirmação da greve, Guindani pede apoio e compreensão da população para os prejuízos que a falta do serviços deve causar.
Guindani afirmou que os manifestantes continuarão impedindo a entrada e a saída de carga da sede na avenida Sertório, até que a presidente Dilma Rousseff revogue a Medida Provisória (MP) 532 e atenda às reivindicações dos servidores. “A categoria está em greve nacional contra uma situação de esgotamento físico e psicológico. Hoje os trabalhadores têm um déficit de 30 mil vagas no Brasil e ganham um piso de R$ 800.”