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O bolo foi distribuído quando foram completadas 24 horas de permanência dos manifestantes no local. “Essa comemoração representa uma nova relação da população com a polícia, que aqui está agindo de maneira democrática”, disse o estudante de direito da PUC Rio, João Pedro Menezes, um dos organizadores da manifestação. De acordo com ele, o protesto vai seguir até segunda-feira.
No fim da manhã e durante a tarde deste sábado, muitos manifestantes participavam do protesto junto com os filhos. Alguns com menos de um ano. As crianças brincavam em meio a cartazes, que entre outras mensagens pediam mudanças na política do País.
A única ocorrência policial foi a prisão de um motorista, que avançou o bloqueio da CET-Rio que isolava a manifestação na Avenida Delfim Moreira. Ele foi levado para a Delegacia de Polícia 14, no Leblon, e preso por embriaguez ao volante e injúria por preconceito. O homem foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal, mas se recusou a fazer exame de embriaguez. Ele pagou a fiança e foi liberado.
Outros protestos no Rio
Na zona oeste da cidade, a Secretaria Municipal de Transportes, por causa de uma manifestação, interrompeu o trânsito na Avenida das Américas na altura da Estação Mato Alto. A interrupção suspendeu o serviço Santa Cruz – Alvorada do BRT Transoeste, corredor de ônibus com 40 quilômetros de extensão que liga bairros da zona oeste a alguns da zona norte.
Na praia de Copacabana, zona sul do Rio, a organização não governamental Rio de Paz colocou na areia 500 bolas de futebol pintadas com cruzes vermelhas. Elas representaram, segundo o presidente da entidade, Antônio Carlos Costa, 500 mil homicídios que aconteceram nos últimos 10 anos no Brasil. A manifestação reivindica investimentos em saúde, educação e segurança pública. O grupo pede hospitais e escolas "padrão Fifa", explicou Costa.