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Em nota, ANJ condena violência contra imprensa

Repórteres se feriram durante cobertura dos proetstos em São Paulo

Por meio de uma nota oficial, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) condenou a violência contra os profissionais de imprensa durante a cobertura dos protestos contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo.

“A ação policial extrapolou o rigor cabível em ações voltadas à manutenção da ordem”, aponta o comunicado, que classifica como “inaceitável” a prisão de repórteres e a truculência contra jornalistas que estavam trabalhando no momento das manifestações.

Nessa quinta-feira, o repórter Piero Locatelli, da revista Carta Capital, foi preso por portar vinagre em caminho à manifestação. A repórter da Folha de S. Paulo Giuliana Vallone levou um tiro com bala de borracha no olho. Já o fotógrafo da Futurapress, Sérgio Silva corre risco de perder a visão depois de se ferir no protesto.

NOTA À IMPRENSA
ANJ condena violência policial em São Paulo

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) condena a violência policial contra jornalistas que cobriam manifestação em São Paulo, nesta quinta-feira (13/6). De acordo com todas as evidências, inclusive imagens e depoimentos dignos de confiança, a ação policial extrapolou o rigor cabível em ações voltadas à manutenção da ordem. Em particular, é inaceitável a prisão de repórteres e a brutalidade empregada pelas forças policiais contra jornalistas, mesmo depois de identificados, que apenas cumpriam seu dever de apurar os fatos.

Diante do ocorrido, a ANJ espera que as autoridades investiguem o episódio, adotando as medidas cabíveis para que os responsáveis pelos excessos sejam punidos e para assegurar que o trabalho da imprensa seja respeitado e a integridade de seus profissionais preservada.

Brasília, 14 de junho de 2013
Francisco Mesquita Neto
Vice Presidente da ANJ
Responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão

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