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Em nota, Trensurb corrige presidente e garante 15 novos trens de volta até maio

Multa aplicada ao consórcio FrotaPoa já supera R$ 4 milhões

Trensurb corrigiu presidente sobre retorno da circulação dos novos trens
Trensurb corrigiu presidente sobre retorno da circulação dos novos trens Foto : André Ávila / CP Memória
A Trensub divulgou nota nesta sexta-feira em que corrige declarações do novo diretor-presidente, Francisco Hoerbe, empossado na última segunda-feira. Em entrevista ao programa A Cidade É Sua da Rádio Guaíba nessa quinta, o dirigente informou prazo até outubro do ano que vem para os 15 novos trens voltarem a operar, 12 meses depois do prazo inicial. A empresa esclareceu, porém, que todos vão operar até maio de 2017.

Quatro novas composições já voltaram a circular, após ajustes, entre Porto Alegre e o Vale dos Sinos, e mais quatro devem começaram a funcionar até o fim do ano. Conforme a empresa, Hoerbe “equivocou-se na data final de retorno dos novos trens à operação”. Por conta da afirmação do novo diretor-presidente, o procurador Celso Tres, que abriu inquérito em 2015 para investigar a demora na reposição das composições, afirmou que a Trensurb e as montadoras podem ser processadas.

Na nota, a Trensurb afirmou, ainda, que aplicou multas ao consórcio FrotaPoa. O valor inicial é de 1% do valor total do contrato, de R$ 243,7 milhões, e a empresa ainda deve ser compensada por perdas e danos pela não circulação dos novos trens. O valor total da multa já ultrapassa R$ 4 milhões.

O “recall” das novas composições ocorreu por conta da necessidade de adequações de projeto. Durante a montagem, foram detectados parâmetros alterados em relação ao que prevê o manual. Os novos trens são das empresas Alston e CAF, indiciadas por suspeita de formação de cartel em São Paulo. A manutenção do maquinário custa R$ 6 milhões anuais aos cofres públicos.