O ato conta com muitos integrantes do Cpers Sindicato, que entregarão o pedido de impeachment do governador José Ivo Sartori à presidente da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti. "O governo vem descumprindo há sete meses uma ordem judicial e o pedido está previsto na Constituição. Nós apenas queremos trabalhar 30 dias e receber o nosso salário", afirmou em entrevista à Rádio Guaíba a presidente do Cpers, Helenir Schurer.
O governo do Estado contestou a posição do Cpers e emitiu uma nota. "O pedido de impeachment protocolado pelo Cpers-Sindicato faz parte de sua conhecida radicalização política. Além de ser inconsistente, não ajuda o Estado a superar a crise financeira e a melhorar a qualidade do ensino. A Assembleia Legislativa saberá dar o devido encaminhamento à questão".
A PEC, que será votada nesta terça-feira, estabelece um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos e tem suscitado reações inflamadas por parte de quem é contra e a favor. Mais cedo, os manifestantes bloquearam a avenida Mauá e atrapalharam o trânsito na entrada de Porto Alegre. O protesto causou reflexo no tráfego de veículso na avenida da Legalidade e da Democracia e só terminou após a intervenção da Brigada Militar (BM), que usou bombas de gás lacrimogêneo contra os integrantes da passeata.
À tarde, a partir das 13h, o Sindicato dos Servidores Federais do Rio Grande do Sul (Sindiserf-RS), em conjunto com várias entidades de servidores federais, promoverão um ato em frente à Faculdade de Educação (Faced), no Campus Centro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Por volta das 18h30min, começa a manifestação organizada pela Frente Povo Sem Medo, na Esquina Democrática.
Atenção: BOE lançando bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes na Mauá @RdGuaibaOficial @correio_dopovo pic.twitter.com/IIusYA8PbZ — Eduardo Paganella (@EduPaganella) October 24, 2016