“É um ato para chamar a atenção e exigir que o Copom reduza a taxa de juros”, explicou o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski. Na opinião dele, a taxa elevada – que até hoje era de 12% – prejudica diretamente o trabalhador. “O grande reflexo é menos produção e menos consumo”, avaliou. O sindicalista ressaltou que na maioria dos países a taxa varia entre 4,5% e 5%. “Esse é um patamar equilibrado. O Brasil tem hoje uma das taxas mais altas do mundo, que não condiz com a necessidade de investimento e de uma economia voltada para o desenvolvimento”, observou.
Os manifestantes esperam uma redução de, no mínimo, meio ponto percentual. Eles acreditam que a medida seja um caminho para o desenvolvimento com geração de emprego e renda. “Possibilita o aumento do investimento produtivo e o combate à extrema pobreza, meta do governo federal para os próximos anos”, disse Woyciechowski.