Apesar de ainda não ter uma data definida, o Executivo mantém a previsão de inauguração para o mês de junho. De acordo com o vice-prefeito Gustavo Paim, a definição de uma data depende, além do término dos últimos detalhes, da presença do arquiteto Jaime Lerne, responsável pelo projeto; da direção da Corporação Andina de Fomento (CAF), através da qual foi garantido o financiamento de 34,7 milhões de dólares; e dos representantes do consórcio Orla Mais Alegre, formado pelas empresas Procon, Sadenco e SH Estruturas Metálicas. Amanhã, ainda conforme Paim, é o último prazo para aditivos e, em seguida, deve ser realizada uma vistoria nos trabalhos.
Na última avaliação feita, segundo o vice-prefeito, apenas dois pontos precisavam ser finalizados. Um deles era referente ao piso podotátil – superfície adequada para deficientes visuais -, que ainda não havia sido instalado em um pedaço entre 100 e 200 metros. O outro era no mirante Olhos Atentos, que vinha sendo reformado, pois o piso estava cedendo. Mas a expectativa, afirma Paim, é de que os problemas nesses espaços já estejam solucionados. Com isso resolvido, as obras que deveriam estar prontas em outubro do ano passado poderão ser dadas como pronta. Isso pode ocorrer mesmo que ainda restem adequações a serem feitas, já que, de acordo com o vice-prefeito, a empresa poderá fazer esses ajustes já com a nova orla inaugurada.
Após a reunião, a prefeitura ainda não deve ter uma data definida, mas deve começar a trabalhar essa ideia. A expectativa por parte do Executivo é de que a área do projeto se torne um grande ponto de encontro para moradores e turistas que venham à Capital. Para Paim, a entrega da Praça Júlio Mesquita, que supera as médias de público de outras praças da cidade, e do atracadouro já dão essa sensação. “Esse quase 1,5 quilômetro sem dúvidas vai ser ‘o’ ponto turístico de Porto Alegre”, afirmou o vice-prefeito.