Dentro da simulação, ocorreu uma briga entre torcidas no início do segundo tempo de uma partida de futebol, que resultou em cinco mortos e 45 pessoas feridas - em diversos estágios de gravidade. Também houve a localização de um artefato não identificado, que poderia ser uma bomba. Pelas características, essa ação exigiu a presença de equipes da Brigada Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros, da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), da Polícia Civil e do Instituto Geral de Perícias (IGP). Na ação, foi realizado ainda o serviço de identificação e busca aos infratores. O teste reuniu cerca de 50 pessoas, entre figurantes, agentes de segurança e representantes de órgãos privados.
Segundo o diretor do departamento de Comando e Controle Integrado da Secretaria Estadual de Segurança, coronel Antônio Scussel, a simulação é a melhor maneira de conferir a harmonia entre as equipes e as estruturas ligadas ao evento. Inclusive serve de teste de alguns equipamentos, como foi o caso da Plataforma de Observação Elevada. A plataforma tem capacidade de, em dias de sol, fazer o reconhecimento do rosto humano a três quilômetros de distância. "Ele nos dá uma consciência situacional do que está ocorrendo e permite que tomemos o melhor conjunto de resposta e decisões", afirmou.
A simulação bloqueou o trânsito da Capital em alguns pontos juntos ao anfiteatro. A ação é uma continuação dos testes feitos visando à Copa do Mundo. No dia 13 de março, os departamentos fizeram simulações no jogo entre Grêmio e o Newell's Old Boy, pela Libertadores da América, na Arena.