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Embargadas duas obras de construção civil, na Capital, por irregularidades trabalhistas

Segundo procuradora, havia risco de desabamento, curto-circuito e falta de equipamentos de segurança

O Ministério Público do Trabalho do Estado embargou duas obras em Porto Alegre por irregularidades trabalhistas. A fiscalização faz parte de um Programa Nacional de inspeções na Construção Civil, que segue até sexta-feira em todo país.
 
Um residencial no bairro Petrópolis, da construtora Goldstein-Cyrela-Maiojama, e outro na Tristeza, da incorporadora Inpar, foram embargados. As construções apresentavam risco de desabamento, fios desencapados e falta de equipamentos de segurança para os trabalhadores. Outras duas obras sofreram infrações e interdições.

A Procuradora do Trabalho no Estado, Aline Bottari Brasil, relata que o registro de aumento destas irregularidades nas obras motivou a ação, que inicia em Porto Alegre, mas se estenderá por todo o Estado. 

Dados da Previdência Social apontam que o número de acidentes de trabalho no país no setor da construção civil cresceu de cerca de 36 mil em 2007, para mais de 41 mil em 2008. O Programa também fiscaliza fraudes trabalhistas, como falta de registro de empregados e terceirizados, falta do contrato social das empresas e empregabilidade de jovens menores de 18 anos.