Geral

Embraer pode participar da licitação para venda de aviões aos EUA

Informação foi repassada por enviado de Obama

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) deverá participar de licitação promovida pelo governo dos Estados Unidos para a compra de 20 aviões militares. A indicação foi dada nesta sexta-feira pelo subsecretário de estado norte-americano, William Burns, durante encontro com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Na conversa, Burns mencionou que as “portas não estão fechadas” para o Brasil no que se refere à negociação de US$ 355 milhões para a compra dos aviões.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Itamaraty, embaixador Tovar Nunes, considerou "positivo" o tom da conversa entre Patriota e Burns e disse que o subsecretário americano destacou o “novo momento bilateral que vivem o Brasil e os Estados Unidos”. Segundo o embaixador, Burns reiterou que o “Brasil é efetivamente um parceiro estratégico” para os norte-americanos.

“O clima foi cordial e franco”, disse Tovar. O porta-voz negou que a decisão dos Estados Unidos de suspender o contrato de compra de aviões da Embraer tenha gerado mal-estar com o Brasil. “(A decisão norte-americana) não foi um ato hostil, não foi para fechar portas. Não há desconforto, existiu a surpresa, que já passou”, afirmou o embaixador.

Nessa quinta-feira, Burns havia informado que existe possibilidade de ser revista a decisão que suspendeu a compra de 20 aviões militares modelo A-29 Super Tucano, com valor de cerca de US$ 355 milhões. Em nota, o Itamaraty informou ontem que recebeu com "surpresa" a decisão norte-americana. O governo dos Estados Unidos decidiu cancelar a compra na terça-feira.

“O governo brasileiro recebeu com surpresa a notícia da suspensão do processo licitatório de compra de aviões A-29 Super Tucano pela Força Aérea dos Estados Unidos, em especial pela forma e pelo momento em que se deu”, informou o comunicado do Itamaraty.

A nota alertou que a medida pode atrapalhar as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos. “(O governo brasileiro) considera que esse desdobramento não contribui para o aprofundamento das relações entre os dois países em matéria de defesa. O governo brasileiro continuará a manter diálogo com as autoridades norte-americanas sobre o assunto”, diz o texto.

Bookmark and Share