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Embratur suspende convênios após suspeita de fraude no Turismo

Assinaturas de acordos estão suspensas por 45 dias

O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) vai fazer uma auditoria interna nos convênios com ONGs e suspendeu por 45 dias as assinaturas de acordo com “entidades privadas sem fins lucrativos". A decisão, publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, foi tomada depois que a Polícia Federal deflagrou a Operação Voucher, que investiga o suposto desvio de verbas no Ministério do Turismo por meio de convênios com entidades de fachada no Amapá. Até o secretário-executivo da pasta, Frederico da Silva Costa, foi preso.

Deputada Fátima Pelaes

Wladimir Furtado, dono da Conectur, uma das entidades investigadas por fraudes com verbas do Turismo, revelou que recebeu uma proposta da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) para ser "laranja" num convênio de R$ 2,5 milhões com o governo federal. "A deputada queria pegar a Conectur para servir de laranja. Ela gostaria que a Conectur entrasse só com o nome. Ela queria fazer o serviço do jeito dela, que ela tomasse conta, deixasse contador, advogados e técnicos por conta dela."

Em nota divulgada na última quinta-feira, Fátima nega que tenha recebido dinheiro de empresas ou instituições ou qualquer esquema fraudulento e diz que tomará as medidas cabíveis contra as "calúnias": "Meus sigilos bancário, fiscal e telefônico estão à disposição."

A parlamentar afirmou que solicitou "uma rigorosa análise técnica e jurídica e o que ainda couber" para apurar suposto desvio de recursos do Turismo. "Estou acompanhando o desenrolar da investigação dos órgãos competentes com a expectativa de que todos os fatos sejam esclarecidos e, na identificação dos culpados, que sejam punidos."

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