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Emergência do Clínicas volta a lotar em razão da greve dos municipários

Paralisação dos servidores da Capital prejudica atendimento nos postos de saúde

Há um mês, a emergência do Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, começou a desafogar. A instituição trabalha há anos com o triplo da capacidade, mas nas últimas semanas o número de pacientes caiu de 150 para 120, em média, por dia. Isso porque foi realizado um mutirão de todos os setores para agilizar triagem, diagnósticos e até resultado de exames. Desde ontem, no entanto, o número de pacientes de classificação risco verde – os menos graves – aumentou 20%. Segundo a chefe da enfermagem do setor, Lurdes Busin, o incremento é resultado da greve dos municipários e da consequente paralisação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

“Nós tivemos um aumento considerável, ontem e hoje pela manhã, no atendimento dos pacientes que não são de emergência, que não precisariam estar aqui. Mas eles verbalizam que têm a necessidade de atendimento, porque está fechada a unidade (posto de saúde) e que não tem outra opção de atendimento”, explica.

São 130 adultos e 19 crianças internados na emergência, além dos que estão à espera da triagem. Segundo Lurdes, o setor já não é mais superlotado: é megalotado. Muitas doenças, no entanto, poderiam ser evitadas se a rede básica funcionasse como deveria na prevenção e diagnóstico precoce. A enfermeira, que já trabalhou em postos de saúde da Capital, entende que, muitas vezes, a greve se torna a única solução. 

No Hospital Conceição, são 166 pacientes em um local onde a capacidade é para 50 pessoas. Conforme a equipe de enfermagem do Grupo, a greve ainda não afeta o atendimento. No entanto, se a paralisação prosseguir nos próximos dias, também haverá reflexos. No Hospital São Lucas da PUC, há 53 pacientes para 26 leitos. Na emergência SUS do Complexo Santa Casa, são 46 pacientes para 25 leitos.


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