O presidente do Coren-RS, Ricardo Rivero, afirmou que as respostas da administração do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) à notificação encaminhada foram insuficientes para solucionar os problemas no local e que, até agora, as medidas não saíram do papel. Os pacientes já internados continuarão sendo atendidos na unidade de saúde. O GHC ainda não se manifestou sobre a interdição. A tendência imediata é de que a medida sobrecarregue outras emergências que atendem pelo SUS na Capital.
Entenda
O Coren-RS começou a fazer vistorias no Conceição em 23 de abril e constatou superlotação recorrente na unidade hospitalar. Em inspeção realizada na noite de 14 de maio, havia somente três profissionais para atender cerca de 200 pacientes, de acordo com o Conselho. A entidade recebeu o relato de profissionais que abandonaram o plantão alegando terem sido avisados da suposta suspensão do pagamento de horas-extras, o que o GHC desmentiu, no dia seguinte.
As escalas normais para o Conceição preveem quase 50 profissionais por turno - em média sete enfermeiros e 43 técnicos de enfermagem - para realizar os 700 atendimentos diários, conforme a assessoria do Grupo Conceição.
Conceição promete contratar
Nessa quarta-feira, o Conceição reiterou a intenção de contratar 384 profissionais para as emergências dos hospitais do grupo, sendo que para o Conceição devem ser nomeados 15 médicos, 24 enfermeiros e 47 técnicos. Enquanto as contratações não ocorrem, 51 técnicos, em treinamento para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) a ser inaugurada em agosto, seguem liberados para atuar na emergência, segundo o diretor técnico do GHC, Néio Lúcio Fraga Pereira. Consultado pela Rádio Guaíba, Néio argumentou que a superlotação constante é resultado de poucos investimentos em Saúde da Família no município - o que a Prefeitura rebate.