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Emergências do SUS seguem superlotadas em Porto Alegre

Apesar do movimento acima da capacidade, novos casos graves ainda são atendidos

Emergências do SUS apresentam superlotação na Capital
Emergências do SUS apresentam superlotação na Capital Foto : Tarsila Pereira
As emergências do Sistema Único de Saúde (SUS) dos hospitais de Porto Alegre seguem superlotadas e operando acima da capacidade. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), um dos mais procurados pela população, atende nesta segunda-feira 92 pacientes adultos. A emergência do hospital possui 41 leitos. Mesmo com o número elevado de doentes, a administração do hospital informou que seguiria atendendo os casos graves. No setor infantil, sete crianças estavam em atendimento em nove leitos nessa manhã.

Na emergência do Hospital Nossa Senhora, que pertence ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC), 128 pacientes são atendidos em 64 leitos nesta segunda. Apesar de a unidade estar com o dobro da capacidade, o atendimento aos pacientes não foi suspenso. Na emergência do Hospital da Criança Conceição, 12 crianças estão em atendimento em 14 leitos. No Hospital São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), a situação é ainda pior. A emergência operava pela manhã com quase o triplo da capacidade. O setor recebeu 36 pessoas, tendo apenas 13 leitos disponíveis. A emergência infantil estava com cinco pacientes em seis leitos. A administração do hospital também decidiu não suspender o atendimento aos doentes.

No Complexo Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, as emergências do SUS e de particulares não estão atendendo acima do limite. O Hospital Santa Clara atende hoje 19 pessoas em um setor com 26 leitos. Somando pacientes particulares e de convênios, o Hospital Dom Vicente Scherer tem 10 pacientes para uma capacidade de 14 leitos.

Para enfrentar o problema da superlotação, o Hospital de Clínicas realiza obras de ampliação desde o ano passado. Serão construídas novas instalações para unidades críticas, como a emergência e o bloco cirúrgico. O bloco, que atualmente possui 28 salas, terá 41 após a conclusão das obras. Já o Centro de Tratamento Intensivo passará dos atuais 54 para 110 leitos.

A emergência, que atualmente tem cerca de 1,7 mil metros quadrados, ficará com mais de 5 mil, podendo oferecer melhores condições de acolhimento aos pacientes. A área passará por um redesenho, com os pacientes sendo alocados em espaços específicos de acordo com o grau de risco. As obras no Clínicas deverão estar concluídas em 2017.