Ele explicou que o principal fator que gera o excesso de pacientes é a falta de leitos. Na emergência, os problemas de saúde dos pacientes são solucionados de maneira rápida, de seis a oito horas. Porém, um grande número de pessoas que busca o serviço necessita de tratamento continuado e que, muitas vezes, deve ser realizado em um hospital. Mas para isso, é preciso que haja leito disponível. “Em algumas ocasiões, os pacientes demoram cerca de seis dias para conseguir uma vaga na unidade de internação. Enquanto isso, acabam permanecendo na emergência”, afirmou o chefe.
Piva afirma que isso é uma consequência direta da falta de gestão na área da saúde. Nos últimos anos, destacou o médico, houve redução de 25% no número de leitos disponíveis. Além disso, não ocorreu nenhum momento para ampliar as vagas nos hospitais públicos. “É preciso que a rede esteja mais preparada para atender e isso passa pela criação de leitos.".
No Hospital Conceição, na zona Norte de Porto Alegre, a situação também seguia crítica nesta segunda-feira. Com apenas 50 leitos, a instituição comportava quase o triplo da capacidade ideal. Na emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) do Hospital Santa Clara, do Complexo Hospitalar da Santa Casa, o número de pacientes também estava bem a cima da capacidade. Em alguns momentos, para 12 leitos tinham mais de 33 pacientes em atendimento.