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Emergências que atendem pelo SUS em Porto Alegre estão superlotadas

Apesar do cenário, Conceição e Clínicas não fecham as portas para novos pacientes

O  Hospital Conceição, que atende 120 pacientes para 60 leitos, enfrentava nesta terça-feira a pior situação entre os setores de emergência que recebem pacientes pelo SUS em Porto Alegre. Na emergência adulta do hospital, os pacientes em estado mais grave ficam separados em uma sala, chamada de setor vermelho. Os de menor gravidade ficam no setor verde, o que aumenta o tempo de espera daqueles que também precisam de atendimento emergencial.
 
No Hospital de Clínicas, a emergência tinha nesta tarde 124 pacientes internados para 64 vagas. Clínicas e Conceição não rejeitam pacientes nas emergências adulto, mesmo com a superlotação, o que agrava o problema. Em 2008, o Hospital de Clínicas chegou a ter 300 pacientes em atendimento e, mesmo assim, não fechou as portas. As duas instituições, mais os hospitais Cristo Redentor e Fêmina, representam 46% dos 2.621 leitos para atendimento pelo SUS, em Porto Alegre.

Já o São Lucas da PUC atendia 32 pacientes em 15 leitos na emergência. A Santa Casa estava com 28, quando dispõe de 8 vagas. Os dois hospitais fecham o atendimento para novos pacientes dependendo do número de casos graves atendidos. As ocorrências mais frequentes, e que exigem mais tempo de internação, incluem acidente vascular cerebral (AVC) e infarto.