Após um ano e meio em missão na África, o capitão Wagner Estanislau Wasenkeski, de 37 anos, lotado no 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), em Novo Hamburgo, voltou para o Brasil. Ele foi recebido na manhã desse sábado por amigos da Brigada Militar e familiares no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. O seu retorno sinaliza o final da sua atuação em uma Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), na qual ele estava desde o dia 17 de fevereiro do ano passado, quando embarcou para a viagem.
Wasenkeski deve permanecer 15 dias no Brasil e, posteriormente, retornar para Guiné-Bissau, onde estava atuando, para oficializar o seu desligamento da missão, o que deve ocorrer durante um novo período de 15 dias. “A missão está praticamente no fim”, contou. O seu retorno oficial para a vida no Rio Grande do Sul, com a esposa Rosana Corrêa, de 32 anos, deve ocorrer depois de 18 de agosto deste ano.
Durante a sua missão, trabalhou junto com os conselhos e forças de segurança locais, através de planejamento estratégico, patrulhamento e estudos para coibir ações terroristas. Além disso, atuou em trabalhos comunitários, quando aproximou-se de crianças para dar orientação sobre diversos assuntos, como drogas e violência.
Novamente em casa, em solo gaúcho, depois de uma maratona de 32 horas em viagem, a sua única preocupação é aproveitar os próximos dias com a família e ser padrinho de casamento de um amigo, motivo que impulsionou o seu embarque antes do encerramento oficial da missão. “Durante esse período de um ano e meio, cheguei a encontrar a minha esposa em viagem que fizemos à Europa de férias, mas ainda não tinha retornado para o Brasil. É bom estar em casa”, afirmou.
As próximas missões do capitão Wasenkeski ainda são incertas, mas ele conta que deve aproveitar o tempo para “organizar a vida” e para fazer planos. Um deles é pensar na vinda de um filho. Depois de tudo o que viu e viveu, Wasenkeski fez um balanço positivo. Após ultrapassar barreiras, como a distância da família, a malária e a violência local, o capitão disse acreditar ainda mais na força e nos ensinamentos que cada ser humano pode dar ao outro. “Foi uma experiência fantástica. Lá, a gente mais é ajudado do que ajuda”, destacou, feliz por ter cumprido o trabalho e deixado a costa ocidental da África com o coração tranquilo.
Emoção marca retorno de capitão da BM após missão de paz na África
Wagner Estanislau foi recebido por familiares e amigos no Salgado Filho em Porto Alegre