Geral

Emprego na indústria recua 3,2% no Estado

Setores de calçado e couro respondem pela queda após diminuição de 6,8% no número de vagas

O emprego na indústria do Rio Grande do Sul caiu 3,2% em 2009, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. O principal motivo para a queda está nos setores de calçado e couro, que diminuíram em 6,8% o número de vagas. Nos dois últimos trimestres de 2009, houve redução no ritmo de queda, de -8,8% para -4,9%. 

O valor da folha de pagamento real recuou 12,5% no Estado em relação a dezembro de 2008. O Rio Grande do Sul teve a terceira maior contribuição negativa do Brasil, em razão da queda em meios de transporte (-12,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-25,4%) e minerais não-metálicos (-23,7%).

A principal contribuição negativa veio de São Paulo, com 8,1%, e Minas Gerais, com 9,7%. Em sentido oposto, os maiores impactos positivos foram assinalados na Bahia (4,4%) e no Ceará (8,1%), devido, respectivamente, ao aumento nos salários em meios de transporte (45,1%) e calçados e artigos de couro (28,0%).

Brasil

No país, o emprego na indústria caiu 5,3% em 2009, a pior queda desde início da série histórica da pesquisa, em 2002. Ante dezembro de 2008, o emprego registrou variação negativa de 2,7%.

O emprego industrial também recuou 0,6% em dezembro ante novembro. Os técnicos do instituto destacam, no documento de divulgação da pesquisa, que a queda "não alterou a trajetória ascendente do emprego". O argumento é que o índice de média móvel trimestral, considerado o principal indicador de tendência, registrou alta de 0,4% no trimestre encerrado em dezembro ante o terminado em novembro.

Já o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria recuou 3,7% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal. Na comparação com dezembro de 2008, a folha registrou redução de 5,0%. No acumulado de 2009, a folha de pagamento real teve recuo de 2,8%. O índice de média móvel trimestral da folha registrou queda de 1,2% no trimestre encerrado em dezembro ante o terminado em novembro.