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Empreiteira de Candiota III demite 800 trabalhadores

Firma alega entraves para receber pagamentos do grupo responsável pela construção da obra

Começou hoje o processo de demissão de cerca de 800 operários da Fase C da Usina Termelétrica Presidente Médici, em Candiota. O anúncio foi feito pela Iesa Projetos, Equipamentos e Montagens S/A, empresa do interior de São Paulo, na quarta-feira. A firma alega entraves para receber seus pagamentos do grupo chinês Citic – International Contracting Inc, responsável pela construção da obra, e não apresenta previsão para saldar seus compromissos com os trabalhadores.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, com sede em Bagé, ajuizou nesta tarde uma Ação Cautelar em que pede o bloqueio dos bens da Iesa e do Grupo Citic. De acordo com o advogado Jorge Fara, a medida visa garantir o pagamento dos salários e verbas rescisórias dos funcionários. A Iesa alega, em nota publicada na imprensa da região, que o Grupo Citic deve a ela a quantia de R$ 8 milhões, o que inviabiliza o pagamento dos trabalhadores.

Conforme o presidente do Sindicato, Nicanor Fára, nesta quinta-feira foram efetivadas 140 demissões. Outras 660 estão sendo processadas. Dessas, cerca de 300 são de trabalhadores que moram em Bagé e cidades próximas a Candiota. As demais, de profissionais oriundos de outros municípios e estados que estão alojados em motéis e hotéis de Bagé. Os estabelecimentos estão sendo contatados pela própria direção da Iesa, que assume a responsabilidade pelos pagamentos.