O empresário de 39 anos que conduzia o Audi A5 envolvido na colisão que deixou dois feridos em meio a um racha no começo do mês nas imediações do Parcão, em Porto Alegre, vai prestar depoimento à Polícia Civil na tarde desta quarta-feira. O acidente resultou no atropelamento de um casal. Em função dos ferimentos, uma jovem de 24 anos permanece internada.
Em 4 de abril, o empresário se apresentou à delegacia de trânsito, mas se manteve calado e alegou a intenção de falar apenas em juízo. O advogado de defesa, Jader Marques, sustenta que no dia do acidente o condutor não tinha condições de esclarecer o caso por estar sob efeito de um medicamentos. Partiu da defesa o pedido para que ele tenha a segunda oportunidade de depor.
Nesta terça-feira, o delegado Carlo Butarelli ouviu dois policiais militares que faziam patrulhamento com uma viatura próximo ao local do acidente. Ambos confirmaram que o Audi de Brentano e um Camaro passaram em alta velocidade pela rua 24 de Outubro.
O inquérito sobre o caso deve ser concluído até sexta-feira. A investigação espera o resultado de estudos em imagens de segurança, que podem comprovar a velocidade dos dois veículos e identificar o proprietário do Camaro, pela placa. Por meio de testemunhas, o delegado já confirmou a tese de que os dois motoristas faziam um racha. Parte delas também relatou que o empresário consumiu álcool em uma casa noturna na noite da colisão.
O acidente
O acidente ocorreu na madrugada do dia 2, quando o Audi cruzou o sinal vermelho do cruzamento entre a 24 de Outubro e a Olavo Barreto Viana, no bairro Moinhos de Vento e bateu contra um táxi e um terceiro veículo, estacionado, que atingiu um casal. Um jovem de 25 anos ficou ferido, mas já recebeu alta. A namorada dele segue internada no Hospital Moinhos de Vento. O empresário, que conduzia o Audi, fugiu a pé sem prestar socorro deixando no carro o carona, que já depôs. O motorista do Camaro seguiu em frente sem ser identificado.
Empresário envolvido em racha no Moinhos de Vento presta depoimento nesta quarta
Defesa alegou que motorista não tinha condições de esclarecer o caso na semana passada