A entidade que representa os empresários decidiu ainda encaminhar o ajuizamento do dissídio coletivo, partindo da oferta inicial de reajuste dos salários pelo INPC (5,57%). O sindicato destacou que cedeu a todos os pontos colocados em discussão no TRT para se chegar definitivamente ao término da greve, o que ainda não ocorreu.
A entidade ainda fala que concentrou os esforços para atender as três principais reivindicações dos rodoviários, eleitas por eles mesmos como prioritárias: reajuste no salário e no vale-alimentação, e permanência do subsídio do plano de saúde. O Seopa aceitou ainda a circulação de 70% da frota, abrindo mão da principal exigência, que era a operação integral do serviço. A negociação foi derrubada em assembleia dos rodoviários na manhã desta terça-feira. Os trabalhadores dizem, agora, que a prioridade é negociar a jornada de trabalho e insistem em reajuste de 14%.
Porém, os rodoviários disseram duvidar da demissão de 8,5 mil funcionários. O sindicalista Luiz Afonso Martins usa como o exemplo da Carris, onde trabalha. Ele sustenta que não há motoristas suficientes para atender a demanda. “Falta pelo menos 10% do número mínimo necessário. Duvidamos que encontrem pessoal qualificado com a jornada de trabalho que nos fazem cumprir”, atacou.
Conforme o grevista, a paralisação pode durar meses, já que as centrais sindicais de todo o País poderão auxiliar os trabalhadores. “A CST-Conlutas está divulgando uma circular em solidariedade aos trabalhadores de Porto Alegre e pode ser criado um fundo de greve”, disse Martins.