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Empresários deixaram de renovar a frota de ônibus de Porto Alegre em 2012

Idade média dos coletivos subiu para seis anos e meio

Idade média dos coletivos subiu para seis anos e meio
Idade média dos coletivos subiu para seis anos e meio Foto : Tarsila Pereira / CP Memória
A Associação de Transportadores de Passageiros (ATP) admite que desde 2012, pelo menos, nenhum ônibus foi comprado pelos empresários do transporte público da Capital. Nos últimos dois anos, 360 ônibus deixaram de ser comprados, conforme previsão de renovação anual de 10% da frota.

Segundo o representante da entidade, Gustavo Siminiovski, o cenário decorre do último reajuste concedido pelo prefeito José Fortunati e do congelamento da tarifa em 2013. “Para renovar, o empresariado depende do aumento da passagem, já que outras contas como diesel e salários dos trabalhadores não podem deixar de ser quitadas. Caso contrário, o serviço não opera”.

A frota privada em Porto Alegre passou a ter idade média de seis anos e meio. O professor do Laboratório de Sistemas de Transportes da Ufrgs, João Fortini Albano, fala que ainda não há risco de sucateamento, mas adverte que o envelhecimento da frota está no limite. “A situação fica crítica se a idade média aumentar para oito anos porque significa que há carros com 15 anos circulando e os problemas de manutenção crescem significativamente”, sustenta.

Os consórcios Conorte, STS e Unibus são responsáveis por 392 linhas em Porto Alegre e possuem 1.326 ônibus. Já a Carris soma 371 veículos e realizou a compra de 50 no fim de dezembro, mas que ainda não estão em circulando, o que explica a idade média da frota, de sete anos e três meses.

Empresários e rodoviários discutem o dissídio dos trabalhadores, o fator mais impactante para a tarifa. A expectativa é de reajuste da passagem em fevereiro. Além disso, uma terceira licitação do transporte público está prevista para maio.