Uma reunião na sede do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) com o sindicato dos rodoviários deve comunicar, oficialmente, a decisão dos empresários de não cumprir com o acordado no dissídio da categoria. O encontro ocorre na manhã desta quarta-feira na sede do Seopa - que também é onde funciona a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), na avenida Protásio Alves. Além dos representantes oficiais da categoria, um grupo dissidente do sindicato deve comparecer ao local.
Nos bastidores, ventila-se a possibilidade de uma paralisação combinada para pressionar a opinião pública e forçar o reajuste da tarifa, o que ocorreu em 2013. Nessa terça-feira, a Justiça manteve o preço das passagens em R$ 3,25 - o pedido era que subisse para R$ 3,75, o que chegou a vingar de 22 a 24 de fevereiro, mas caiu após liminar.
Nos contra-cheques de março dos rodoviários, o aumento de 11,81% foi honrado. O mesmo, no entanto, pode não se repetir em abril. O reajuste do valor do vale-alimentação assim como o acréscimo de 12% no subsídio do plano de saúde dos trabalhadores também estão ameaçados. Os empresários alegam que, sem o reajuste da passagem, ficaria impossível de cumprir o acordo e protocolaram ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Segundo a assessoria do Seopa, a intenção era de que o fato não vazasse antes do comunicado oficial à categoria.
A prefeitura já afirmou que não tem responsabilidade com o dissídio, ou seja, se os empresários optarem por não pagar, não há obrigação jurídica do poder público com a categoria. Além disso, o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, apontou no início desta semana que a licitação pode ser anulada. A informação foi confirmada nessa terça-feira pelo prefeito José Fortunati.
Empresários devem comunicar suspensão do dissídio dos rodoviários
Haveria possibilidade de paralisação combinada para pressionar por reajuste da tarifa