Essa foi a primeira estimativa feita pela empresa sobre o total de óleo que vazou no desastre. Buck disse que todos os esforços estão sendo feitos para retirar o petróleo que vazou e que a companhia está utilizando materiais permitidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para fazer esse trabalho. "Não colocamos nem areia nem farinha na contenção da mancha. Apenas materiais autorizados pelo Ibama."
Buck voltou a assumir total responsabilidade da empresa pelo vazamento e ressaltou que o produto será retirado da superfície. "É inaceitável qualquer óleo na superfície e vamos tomar todas as providências para isso."
O executivo isentou de qualquer culpa pelo acidente os funcionários e equipamentos da empresa Transocean, responsável pela perfuração do poço, a mesma envolvida no desastre do Golfo do México, em 2010, quando operava para a British Petroleum (BP).

Vazamento poderia ter sido evitado
O secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, afirmou nesta segunda-feira que o vazamento de óleo na Bacia de Campos poderia ter sido evitado. Segundo ele, vazaram cerca de 25 mil barris, porque houve falha no estudo de geologia marinha e "erros crassos" da Transocean, empresa que fez a perfuração do poço. Minc disse ainda que a Chevron é corresponsável pelos erros cometidos pelas companhias contratadas para a exploração de petróleo no local. "Esse acidente poderia ter sido evitado. Não foi um raio do céu azul ou uma falha humana", afirmou Minc em entrevista à rádio Estadão/ESPN.
O secretário disse que a Chevron cometeu crime ao não informar de forma correta a extensão do problema. "É certo que a Chevron subestimou e informou de forma incorreta os dados do acidente e durante dez dias não deu uma resposta adequada ao vazamento", afirmou. Para ele, os procedimentos utilizados em caso de vazamento deveriam estar claros e prontos para serem colocados em operação antes do acidente. "A limpeza foi outro ponto falho. Observação aérea não avistou navios retirando o óleo, só utilizando jatos d''água do mar para dispersar a mancha."
Divergência de números
Após ter sobrevoado o Campo do Frade para avaliar a dimensão do vazamento de petróleo ocorrido na semana passada, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse nesta segunda-feira que a mancha de óleo é muito maior do que anunciou a Chevron. Ele disse ter visto “muitas borbulhas” na superfície do mar, o que prova que o vazamento de óleo ainda continua.
O secretário do Ambiente afirmou que apoia as sanções administrativas e criminais a serem aplicadas pelo Ibama, Ministério Público e Polícia Federal, respectivamente, e que a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) do Rio de Janeiro vai cobrar da empresa reparação por eventuais danos causados à biodiversidade marinha.