Empresas alertam sobre dificuldade para pagar rodoviários
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Empresas alertam sobre dificuldade para pagar rodoviários

Sindicato das Empresas de Ônibus sugeriu subsídio por parte da prefeitura de Porto Alegre para manter operação

Por
Cláudio Isaías

Queda de passageiros poderá resultar na dificuldade das empresas em pagar o salário dos rodoviários

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A queda de passageiros nos ônibus de Porto Alegre em função do novo coronavírus (Covid-19) poderá resultar na dificuldade das empresas em pagar o salário dos rodoviários.  O alerta é do assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), Alceu Machado, ao explicar que a situação dos consórcios MOB, Via Leste, Mais e Viva Sul é crítica.

"As empresas vivem momento dramático com a diminuição de 80% dos usuários no transporte coletivo desde o dia 18 de março", ressaltou. Segundo ele, as empresas privadas não estão recebendo nenhum subsídio da prefeitura de Porto Alegre em função da redução do número de passageiros.

Os salários dos trabalhadores rodoviários não seriam pagos na sua integralidade a partir do início do próximo mês, segundo o Seopa. Conforme Machado, os salários dos funcionários é a última coisa que as empresas querem deixar de honrar. No entanto, neste momento de pandemia do Covid-19, de acordo com o assessor jurídico do Seopa, não há receita para o pagamento da folha em razão da queda no número de passageiros.

De acordo com o sindicato das empresas de ônibus, embora a operação tenha sido reduzida, ela não está no mesmo patamar de queda do número de passageiros. Enquanto a diminuição de usuários ficou próxima dos 80%, a redução na operação das empresas privadas ficou em cerca de 35%. "Até mesmo pela necessidade de reforçar linhas em horário de pico e de evitar aglomerações, sem passageiros em pé, obedecendo decreto municipal, se chegou ao limite do possível em alteração de tabela horária", explicou.

Machado disse ainda que uma das sugestões feitas pelas empresas de ônibus seria um subsídio por parte da prefeitura de Porto Alegre para o pagamento dos salários ou isenção de tributos sobre insumos do transporte coletivo. "São Paulo adotou essa medida que poderia ser seguida pela prefeitura de Porto Alegre", acrescentou.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte de Ônibus de Porto Alegre (Stetpoa), Sandro Abbade, informou que a categoria ainda não se reuniu para conversar sobre a proposta das empresas de não ter a proposta de pagar a integralidade dos salários dos trabalhadores.  A categoria é formada por aproximadamente 8,5 mil rodoviários - motoristas, cobradores, fiscais e funcionários administrativos.