O Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) protocolou, nesta sexta-feira, o pedido de reajuste da tarifa dos ônibus de Porto Alegre. Caso o pedido seja atendido, a passagem pode subir de R$ 4,05 para R$ 4,54. O reajuste será analisado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC).
A principal justificativa para o aumento da tarifa é o preço do combustível que, segundo o Seopa, teve acrescimento de 13,14% desde o último aumento da passagem. Além disso, o sindicato alega despesas com mão de obra – que representariam cerca de 50% do custo do sistema – e o déficit das concessionárias que chega a R$ 135 milhões desde fevereiro de 2016 – quando nova licitação exigiu renovação na frota.
De acordo com o sindicato, a solicitação de reajuste da tarifa pode ser feita quando ocorre a atualização dos salários dos trabalhadores rodoviários – o que ocorreu na quarta-feira, quando ficou acertado o aumento de 1,87% nos salários dos servidores, reajuste de mesmo percentual no subsídio do plano de saúde e aumento de 3% no vale-alimentação.
Redução de 10,89% no número de passageiros
O número de passageiros reduziu 10,89% em 2017 se comparado ao ano anterior. De acordo com o sindicato, a redução inclui, em sua maioria, usuários que pagam a passagem. Atualmente, 35,74% dos passageiros têm isenção na tarifa.
De acordo com o diretor executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Gustavo Simionovschi, a queda de passageiros é o que torna a tarifa mais alta. “Se todos pagassem passagem ou se as isenções fossem subsidiadas, a tarifa cobrada seria de R$ 2,90”, ressalta.
Para Simionovschi, a tarifa só reduziria se houvesse revisão das isenções, a adequação da oferta do serviço à demanda real de passageiros e a busca de outras fontes de receita para subsidiar as gratuidades.
A ATP alega ainda que um dos motivos para a queda no número de passageiros está relacionado ao surgimento dos aplicativos de transporte particular: “A chegada dos aplicativos, aliada ao valor da tarifa e à falta de priorização do transporte coletivo, que também fica preso no congestionamento, fazem com que as pessoas migrem para outros meios. Entretanto, só estão saindo do ônibus os usuários que pagam passagem, o que faz com que a equação fique desequilibrada”, destaca Simionovschi
Empresas de ônibus de Porto Alegre pedem reajuste da tarifa para R$ 4,54
Sindicato protocolou solicitação de aumento nesta sexta-feira na EPTC