Além disso, ainda não há previsão para o restabelecimento do serviço em alguns pontos. “Há necessidade de as companhias reforçarem o atendimento ao consumidor. Aqui no Estado de tempo em tempos esses problemas climáticos ocorrem. Por isso, minimamente deveriam atender e informar os clientes sobre quando o problema será solucionado, através do SAC”, explicou Aquino.
O coordenador do órgão esclareceu que tão logo todas os problemas sejam solucionados, o Procon deve entrar em contato com as companhias para verificar quanto tempo demorou para o serviço ser restabelecido para toda a rede e porque o serviço de atendimento ao consumidor foi deficitário. Segundo Aquino, os dados serão confrontados com as reclamações recebidas pelo órgão de defesa. Mesmo sem esclarecer os valores das possíveis multas, Aquino informou que o valor da penalidade depende do tamanho da empresa e dos prejuízos causados à população.
Sem luz há 24 horas, o corretor de imóveis Cristiano Brit, de 39 anos, cansado de tentar contato via telefone, reuniu os moradores do bairro Cohab de Viamão, na região Metropolitana, e foi até a subestação da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) para tentar encontrar uma explicação para a demora no restabelecimento da energia. No entanto, segue sem respostas. “Já fiz mais de 18 protocolos e nada. Tem gente que não consegue contato, o 0800 só chama”, reclamou.
Conforme a CEEE, 180 equipes permanecem mobilizadas para garantir a retomada do abastecimento de energia. De acordo com a assessoria de comunicação da AES SUL, aproximadamente 1,5 mil funcionários seguem trabalhando para o conserto da rede. Já a RGE garante ter 290 equipes nas ruas para diminuir a falta de energia. No entanto, nenhuma das empresas dá previsão para o retorno completo do serviço nas áreas de concessão.