O fóssil, de aproximadamente três metros de comprimento, tem o esqueleto todo articulado, quase completo, faltando apenas o crânio. Podem ser vistas as cinturas escapulares, membros anteriores (úmero, ulna e rádio, e a pata anterior), cintura pélvica e membros posteriores (fêmur, tíbia, fíbula e a pata esquerda), totalmente expostos. Numa das patas traseiras é possível inclusive avistar uma das garras. O "gradeado" das costelas está articulado com as vértebras, e a cauda presa ao restante do esqueleto.
O Tecodonte era um animal carnívoro, leve, quadrúpede, com maior mobilidade que um prestosuchus, como o que foi coletado pelos palentólogos da Ulbra em maio de 2010. O animal tinha entre as presas favoritas o Dicinodonte, um herbívoro comum no Triássico Médio, cujo fóssil também foi encontrado, no mesmo ponto.

Paleontólogos da Ulbra acharam os fósseis de um Dicinodonte (acima) e um Tecodonte (abaixo). | Foto: Divulgação
A hipótese mais provável é que os dois animais sucumbiram em um mesmo evento climático, provavelmente uma grande seca seguida de uma inundação. A descoberta é importante porque o esqueleto, que é quase completo, pode trazer inúmeras informações da anatomia e na evolução dos répteis primitivos.
A coleta dos fósseis em Paraíso do Sul é feita com a autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), autarquia federal responsável por coordenar a preservação do patrimônio fossilífero da União.