A intenção da aldeia Tüpe Pën, que significa Pé de Deus, é o de disseminar a cultura caingangue para os jovens índios, além de trocar conhecimentos entre as tribos. O cacique Valdomiro Xe Vergueiro comanda cerca de 40 famílias e é o organizador do evento. “São três dias que equivalem a três anos. Nossos povos mantêm a tradição perante os jovens, que aprendem os ritos e fortalecem a cultura. Os nossos filhos precisam continuar o que fazemos, falando o idioma, mantendo a religião e a educação caingangue”, afirmou.
O encontro é realizado desde 2006, sendo que a partir de 2010 passou a ser bianual, e tem o apoio do Núcleo de Políticas Públicas para Povos Indígenas (NPPPI) das secretarias municipais dos Direitos Humanos e da Saúde da Capital.
Coordenadora do NPPPI, Rosa Maris Rosado destaca o local como propício para rituais xamânicos, conforme consideram os caingangues. “Eles aproveitam para batizar suas crianças, abençoam os alimentos, rezam em grupo e fazem curas xamânicas também. Os kujás trocam conhecimentos de ervas e medicamentos. Eles misturam a medicina com a religião”, completou Rosa.