Os portões vão ser abertos às 12h e devem ser fechados às 12h55min – depois disso, não será permitido entrar nas salas de exame. O tempo máximo de permanência na sala de prova é de cinco horas e meia – o estudante tem até 18h30min para terminar o Enem, uma hora a mais do que ontem. Caso termine antes, o vestibulando é liberado duas horas após o início da prova, ou seja, sai a partir das 15h.
Ontem, devido a um erro no cartão de respostas do Enem, que veio com o cabeçalho invertido – as 45 primeiras questões, da área de ciências humanas, vieram marcadas como sendo de ciências da natureza e vice-versa – o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) decidiu que os estudantes que quiserem poderão pedir uma correção diferenciada da prova.
O pedido para a correção pela ordem contrária das respostas deve ser feito pela página de acompanhamento da inscrição na internet. O formulário será aberto no meio da semana. A informação é do presidente do órgão, Joaquim Soares Neto. "Posso garantir que ninguém será prejudicado por esse problema. As questões são numeradas de 1 a 90, tanto na prova quando no gabarito. Orientamos os alunos a seguir essa ordem numérica. (Caso tenha havido confusão,) o Inep garante que o requerimento (de uma correção diferenciada) poderá ser feito."
Dicas para a prova
O segundo dia do Enem não deve trazer surpresas para quem fez a primeira prova. O esquema é o mesmo – chegar cedo para não correr o risco de encontrar os portões fechados, levar apenas caneta preta, documento de identidade e cartão de confirmação e se concentrar no exame.
O gabarito oficial do Enem sai até terça-feira, e os cadernos de questões serão disponibilizados na internet na segunda, segundo o Ministério da Educação. O professor de história do cursinho COC, Miguel Castro, afirma que vale a pena fazer primeiro o que é mais fácil. "A prova é como um jornal: começa-se pela capa e depois vai para os cadernos que gosta. Acho melhor deixar, no mínimo, uma meia hora de tempo para fazer a redação."
Veja dicas para as áreas que serão exigidas hoje:
Linguagens (português e inglês ou espanhol)
Neste ano o Enem avaliará os conhecimentos em um idioma estrangeiro, inglês ou espanhol. O professor de português Sérgio Crepaldi acha que não será cobrado um nível alto dessas línguas. Provavelmente, diz ele, serão palavras “que usamos naturalmente no cotidiano”.
Matemática (álgebra, geometria e estatística)
Diferentemente dos outros vestibulares, o Enem exige mais raciocínio lógico do que questões técnicas, diz o professor de matemática e física Ernani Ferrara. A parte de matemática deve tratar de geometria plana e funções de primeiro e segundo graus, além das matrizes. O aluno deve saber as fórmulas básicas para as soluções.
Redação
O professor de português Sérgio Crepaldi diz que o tema da redação “muito provavelmente” será sobre questões de política ou meio ambiente, “pois são assuntos atuais”. Uma dica do professor é sempre fazer um texto padrão com introdução do tema proposto, dois parágrafos de dissertação/argumentação e, no último parágrafo, fundamentar o texto com base no que argumentou antes.
Com informações do R7.